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Afinal, o que é essa tal síndrome de Burnout?

Afinal, o que é essa tal síndrome de Burnout?

Está se sentindo esgotado, sem vontade de levantar para trabalhar e com a sensação de que sua energia foi consumida até o fim?  Fique atento: isso pode ser o sinal de que um estresse, que não foi cuidado, passou a ser crônico!

O excesso de trabalho, de cobrança ou autocobrança e a hiperconectividade, que nos faz ficar ligados no trabalho 24h por dia, podem afetar a nossa saúde de tal maneira que começamos a sentir exaustão física e mental. E, sim, isso é sinal de uma doença chamada Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout foi classificada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma doença ocupacional, provocada por condições de trabalho desgastantes. Isto é,  o trabalho que deveria ser fonte de realização e transformação para nós e do mundo a nossa volta, infelizmente, torna-se uma fonte de malefícios, comprometendo nossa qualidade de vida e saúde mental.

Segundo a ISMA (Associação Internacional de Manejo do Estresse), 72% dos brasileiros sofrem com estresse no trabalho, entre os quais 32% têm burnout, síndrome resultante do estresse crônico no local de trabalho. 

Atenção, influenciadores!

Os criadores de conteúdo devem tomar ainda mais cuidado, pois o seu local de trabalho não está imune, principalmente porque a profissão exige um alto envolvimento interpessoal e pela fusão entre o ambiente profissional e pessoal, o que pode gerar certa negligência com o tempo em família, horas de sono, atividade física, lazer e a vida social. 

A competitividade da profissão também impõe um sentimento de não poder parar. A necessidade de estar sempre avançando, de ser/parecer melhor, exige muito emocionalmente desses profissionais, que no início da carreira ainda precisam se desdobrar entre outras atividades ocupacionais, como aponta uma pesquisa realizada pela Squid:

- 66,3% não trabalham exclusivamente como influenciadores;

– 33,7% trabalham somente como influenciadores;

– dos perfis que tem mais de 100 mil seguidores, 50% afirma que o trabalho de influencer é exclusivo.

Como psicóloga, vejo essa pressão impactar diretamente naquilo que é o bem maior para os influenciadores: a criatividade!!! Além das queixas de falta de motivação, falta de realização profissional e a questão da insegurança.

É preciso questionar o significado do sucesso e lembrar que seu sentido pleno só virá de uma vida com equilíbrio. Por isso, é necessário reorganizar a rotina, mudar os hábitos e se impor limites.

Minha dica de autoconhecimento: confie nos sinais do seu corpo, ele é o seu melhor termômetro para indicar quando as coisas estão saindo do controle. 

Alguns dos sintomas que podem te ajudar nessa autoanálise são: cansaço excessivo, dores de cabeça frequente, tensão muscular, lapsos de memória, dificuldade de concentração e raciocínio, insônia, alteração de apetite, etc. O agravamento da doença acompanha sinais de depressão, distúrbios gastrointestinais e problemas cardiovasculares. 

Não negligencie os sinais, pois os transtornos mentais estão entre as maiores causas de afastamento do trabalho. E sempre busque um profissional para apoiá-lo nessa fase.

O trabalho é fonte de prazer, não deixe que ele se torne um peso difícil de carregar!

 

Um beijo e até a próxima!

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato comigo: grazi.squidit@gmail.com

 

*Crédito da imagem: Reprodução Seinfeld/ Hulu

#ClubedaInfluência
Graziela Cirino Cabral
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Psicóloga (UNIMEP), com Formação Clínica na Abordagem Centrada na Pessoa e Orientadora Profissional e de Carreira. Já atuei com atendimento psicológico e desenvolvimento profissional de atletas, times e influenciadores da área de games e eSports.

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