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Qual o impacto da inclusão no engajamento em seus conteúdos?

Qual o impacto da inclusão no engajamento em seus conteúdos?

Para responder a essa pergunta, vou listar uma série de dados atuais sobre consumo, comportamento e novas tecnologias que, aparentemente, não se conectam com engajamento, mas apenas aparentemente, porque estão totalmente conectados:

- O Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas com mais de 60 anos, número que representa 13% da população. Em 2030, o número de pessoas idosas ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos (OMS).
- Mais de 80% das informações que acessamos é por meio da visão, só que existem mais de 6 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil (IBGE).
- O Clubhouse supera TikTok em buscas (Decode).
- 25% das pessoas no Brasil não têm acesso à internet e outras quase 25% possuem algum tipo de deficiência (IBGE).
- 91% de usuários acessam as redes sociais mais usadas via dispositivos móveis (Oberlo).
- 90,4% de millenials, 77,5% da geração X e 48,2% de baby boomers são ativos nas redes sociais mais usadas (Obelo).
- 99% dos sites brasileiros apresentam barreiras de acessibilidade digital (Web Para Todos).


Ok, mas o que esses números têm a ver com o impacto da inclusão no engajamento nos seus conteúdos?

Eles revelam que ainda há uma grande massa de pessoas excluídas, que não conseguem acessar seu conteúdo, por diversos motivos: barreiras de acessibilidade, falta de acesso à internet, conteúdo direcionado em sua maioria para a geração millennial falta de diversidade de formatos que levem em consideração a diversidade humana de gostos, interesses e necessidades de acesso.

A dúvida que fica é: será que a predominância de pessoas nascidas entre meados da década de 1985 e o fim dos anos 90 nas redes sociais é causa ou consequência da falta de representatividade de idade de quem está criando e consumindo conteúdo?

Em outras palavras, o quão inclusivo é nosso modelo atual de criação de conteúdo?

 

Traduzindo em boas práticas

Acho que esse último parágrafo ficou teórico e prolixa demais, né? Então chegou a hora de compartilhar alguns exemplos práticos de criação de conteúdo inclusivo para você se inspirar e engajar mais sua audiência e até mesmo chamar a atenção de quem não encontra conteúdo atrativo e acessível 😀

 

A hora e vez dos áudios!

Que tal transformar uma imagem em um Áudio post? Adicionando áudio e legendas a uma imagem podemos criar novos formatos de conteúdo, atrativos para quem prefere ouvir conteúdo, pessoas mais velhas e com deficiência visual. E dá para criar uma linguagem única e diferenciada usando esse formato, olha o exemplo do post do @negrodasemana:
 

print de imagem do preto da semana com a imagem de um homem em preto e branco com um cigarro na boca.

 

E quem sabe, usar mais áudios do WhatsApp em seus conteúdos, uma mídia que já faz parte do nosso dia a dia e gera um sentimento de aproximação com a audiência, como é o caso do post do @stealthelook:

print do post steal the look que mostra uma série de produtos que a Thaila Ayala usa enquanto aparecem seus audios no whatsapp.

 

Que tal um pouco de Design Inclusivo em seu conteúdo?

Por último, gostaria de compartilhar o conceito de Design Inclusivo e como seu uso pode te ajudar na criação de conteúdo para a maior diversidade possível de seguidores/as.

Fonte: Inclusive Design by Microsoft

Essa imagem ilustra bem o conceito de Design Inclusivo: nossas vivências individuais são limitadas e precisamos considerar as vivências diversas para poder criar conteúdo que engaje e aproxime pessoas excluídas por barreiras de acessibilidade, socioeconômicas, etárias, do nosso conteúdo.

Antes de dar tchau, se você quiser conhecer um pouco mais sobre Design Inclusivo, tem um vídeo disponível no meu Instagram (@isa.meirelles) que conta um pouco mais sobre essa metodologia usada no último lançamento da Nike.

E bora construir juntos conteúdo mais inclusivo! 💙

 

#ClubedaInfluência
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